Equação matemática feita na França prevê risco de obesidade infantil

Chins Lu Zhihao, de 4 anos, tem 1,1 metro de altura e pesa 62 quilos (Foto: Joe Tan/Reuters)

 Equipe analisou dados de 6.500 bebês nascidos na Finlândia, Itália e EUA.

Cálculo vê IMC dos pais, da criança, fatores de risco e filhos na família. Da AFP    

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um método simples de avaliar o risco de obesidade entre crianças a partir de cálculos matemáticos, sem a necessidade de fazer exames médicos, revela um trabalho publicado na quarta-feira (28) na revista americana "PLoS One".

A equipe coordenada pelo professor Philippe Froguel, especialista em endocrinologia, biologia molecular e genética do Imperial College de Londres, do Centro Nacional para a Pesquisa Científica da França (CNRS) e do Instituto Pasteur de Lille, analisou dados de 4 mil bebês nascidos na Finlândia em 1986, 1.500 nascidos na Itália e 1.000 nos EUA nos anos 1980. O time, então, criou uma equação que permite avaliar o risco futuro de obesidade dessas crianças.  

 

A equação usa o índice de massa corporal (IMC) dos pais antes da gravidez, o peso da mãe durante a gestação e o peso do bebê ao nascer, agregando a profissão da mãe, fatores de risco como o tabagismo durante a gravidez e o número de filhos da família.   Com esses dados, os pesquisadores criaram uma equação simples aplicada à planilha do programa de computador Excel para fornecer, em segundos, um índice de risco de obesidade para recém-nascidos.  

Cada um desses fatores de risco de obesidade infantil já era conhecido, mas esta é a primeira vez que eles são usados de maneira combinada para prever o risco de sobrepeso entre as crianças.   As características de cada população analisada foram introduzidas no cálculo para otimizar sua eficiência, destacaram os pesquisadores.  

O método também permite concentrar esforços nas famílias com maior risco de crianças obesas, que na Europa representam entre 10% e 25% da população nessa faixa. Na França, 12% das crianças de 5 anos têm sobrepeso e 3,1% são obesas.  

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar