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13062013

Preços mundiais do arroz se mantêm estáveis

A análise mensal do mercado internacional de arroz de Patrício Méndez del Villar, do Cirad/InterArroz. A íntegra do boletim você encontra em nossa área de downloads

Em maio, mais uma vez, os preços mundiais se mantiveram globalmente estáveis. Esta estabilidade, que permanece desde o final de 2011, é resultado de políticas comerciais opostas que tendem a se neutralizar. A Tailândia trata de elevar os preços de exportação para financiar sua política de preços internos, enquanto Índia e Vietnã, por sua vez, mantêm preços baixos a fim de consolidar suas posições nos mercados mundiais e evitar uma valorização excessiva dos preços internos.

A variabilidade dos preços mundiais não ultrapassa 2% desde o início de 2012 contra 8% em 2010-11, e 25% em 2008 durante o colapso de preços e a crise de alimentos. Nos próximos meses, os preços mundiais devem registrar uma tendência baixista, em função de uma oferta que continua abundante, graças a boas zafras, especialmente nos principais países produtores asiáticos, e a reservas mundiais que alcançam os mais altos níveis históricos.

Em maio, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu apenas 1,9 pontos para 233,2 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 235,1 pontos em abril. No início de junho, o índice IPO marcava em torno de 231 pontos.Em abril, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 2,4 pontos a 235,0 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 237,4 pontos em março. No início de maio, o índice IPO marcava em torno de 233 pontos.

Produção e Comércio Mundiais

Segundo a FAO, a produção mundial em 2012 aumentou somente 0,5% para 731,1 milhões de toneladas (487,5Mt base arroz branco) contra 726,7Mt de arroz em casca em 2011. Esta relativa estabilidade se deve ao equilíbrio entre as colheitas asiáticas.

Os bons resultados na China (+1,6%) compensaram a redução da produção na Índia (-4%). As primeiras estimativas para a safra 2013 indicam um crescimento de 2% na produção, para 746,4Mt (497,7Mt base arroz branco). Estas estimativas consideram as condições climáticas normais na Ásia. No entanto, de acordo com fontes meteorológicas, a monção na Índia poderia ser, novamente este ano, menos úmida do que o previsto, causando assim um novo declínio na produção.

Problemas de seca poderiam afetar também a América do Norte.

O comércio mundial atingiu um novo recorde em 2012, com 38,6 milhões de toneladas, alta de 6% em relação ao recorde anterior, de 2011. Em 2013, as projeções indicam uma possível queda na demanda asiática, levando a uma redução de 3% no comércio mundial, para 37,4 Mt. Esse volume representa, ainda assim, um nível bem acima da média dos últimos três anos.

Os estoques globais de arroz até o final de 2012 atingiram o mais alto nível histórico, de 161,7 milhões de toneladas, aumento de 11% em relação a 2011. As perspectivas para 2013 indicam um novo aumento para 172Mt (+6%), devido ao aumento dos estoques chineses e tailandeses. Estas reservas representam 36% das necessidades globais, a mais alta relação observada nos últimos dez anos.

Mercado de Exportação

Na Tailândia, os preços caíram, em média, 3%, e até 5% no caso do arroz 100% quebrado. Os preços tendem a cair em antecipação às vendas maciças planejadas pelo governo nos próximos meses. Essas vendas devem ajudar a financiar a nova campanha de compras domésticas a preços subsidiados. Este sistema de preços, que entra em seu terceiro ano, terá custado à Tailândia cerca de 8 bilhões de dólares desde a sua criação, em outubro de 2011. Esta política também custará à Tailândia a liderança no mercado, ocupada por quase 30 anos. Em 2013, o governo espera reativar as exportações. Mas, por enquanto, as vendas externas estão atrasadas em 10% em relação ao ano passado, no mesmo período.

Em maio, o Tai 100% B foi cotado a US$ 534/t FOB, contra $ 546 em abril. O Tai Parboilizado, entretanto, se manteve estável em $ 555/t. O quebrado A1 Super caiu para $ 495/t contra $ 523 anteriormente.

No Vietnã, os preços de exportação caíram 2% em um mercado pouco ativo. O avanço nas vendas observado durante abril tende a diminuir. As exportações teriam aumentado apenas 9% durante os primeiros cinco meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2012. O governo começa a acumular reservas para sustentar os preços de exportação. Em maio, o Viet 5% foi cotado a $ 378/t contra $ 384 em abril. O Viet 25% manteve-se praticamente inalterado em $ 358/t contra $ 360 anteriormente.

Na Índia, os preços de exportação aumentaram 1,5% devido ao aumento dos preços locais e as perspectivas de declínio da produção em 2013. Esta valorização pode não durar, já que a concorrência é cada vez mais forte entre os exportadores asiáticos. As vendas indianas também registram um atraso, de 15% em relação ao ano passado, na mesma época. A Índia deve reconsiderar suas metas de exportação, mas provavelmente manterá sua liderança no mercado global. Em maio, o arroz indiano 5% foi cotado a $ 450/t contra $ 442/t em abril. O arroz indiano 25% subiu ligeiramente para $ 396/t contra $ 391 em abril.

No Paquistão, os preços de exportação se valorizaram também, seguindo a tendência do concorrente indiano. O Paquistão continua a perder terreno frente a seu vizinho no mercado de arroz Basmati, mas se mostra mais agressivo nos mercados de arroz não aromático, especialmente com destino ao sul da África. A oferta de exportação do Paquistão deve permanecer abundante, devido a um aumento na produção de 15% em relação a 2012. Em 2013, as exportações poderiam exceder 3,5 Mt. Em maio, o Pak 25% foi cotado a $ 381/t contra $ 372/t em abril. No início de junho, este estava ao redor de $ 385.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação baixaram ligeiramente. O preço do arroz Long Grain 2/4 foi de $ 630/t em maio, contra $ 634 em abril. O mercado de exportação se mostra menos ativo e a evolução observada em abril tende a diminuir, apresentando um aumento de apenas 9% em relação à mesma época de 2012, contra 15% no mês passado. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros se mantiveram estáveis em $ 338/t, em comparação a uma média de $ 340 em abril. No início de junho, os preços futuros do arroz em casca americano estavam em torno de $ 341/t.

No Mercosul, os preços permanecem inalterados, mas a valorização do dólar em relação às moedas da América do Sul permite melhorar a competitividade das exportações de arroz. Os preços devem, ainda assim, seguir firmes devido às disponibilidades exportáveis, em comparação à temporada anterior. No Brasil, o preço indicativo do arroz em casca aumentou 5%, marcando uma média de $ 327/t em maio, contra $ 313/t em abril. No início de junho, o preço indicativo baixava, ficando em torno de $ 315.

Na África sub-saariana, a importação deve aumentar em 2013 e atingir um volume recorde de 12Mt. A produção local, apesar de aumentos constantes e esforços para revigorar as cadeias de valor locais, continua a ser insuficiente para atender a uma demanda africana que cresce a uma taxa de 5% ao ano, sob o duplo efeito do crescimento da população e o aumento do consumo per capita.

Fonte: Planeta Arroz

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