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12032014

Preços do arroz mantém tendência de queda no RS

Como tradicionalmente ocorre, à medida que a colheita brasileira de arroz avança, especialmente no Rio Grande do Sul que corresponde a mais de 65% da produção nacional, os preços ao produtor apresentam queda. O Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) acumula 8,3% de queda em 2014. Somente em março o produto desvalorizou 2,2%, alcançando R$ 33,69 por saca de 50 quilos, em casca, já aproximando-se do limite de R$ 33,00 projetado pelo setor produtivo. A Emater/RS, por sua vez, estima que até o final desta semana, pouco mais de um terço da área cultivada será colhida.

Analistas de mercado acreditam que entre o final de março e abril, é possível que os preços no mercado arrozeiro aproximem-se de R$ 30,00 por saca no Rio Grande do Sul, mas se forem mantidas as regras atuais do mercado, esta deve ser a maior contração do ano. Os estoques internos são baixos, o estoque público de passagem é o menor em uma década – na faixa de 600 mil toneladas, o dólar valorizado impulsiona as exportações e diminui a competitividade do arroz do Mercosul no mercado brasileiro.  

Além disso, a partir de abril entram a colheita e a comercialização da soja, que já supera 300 mil hectares em áreas de arroz, no portfólio de negócios do arrozeiro. Há uma expectativa de que as vendas externas em 2014 superem as de 2013, especialmente no primeiro semestre. No ano passado, com o Real mais valorizado, os primeiros meses do ano não registraram o volume de embarques desejado. Ainda assim, o Brasil exportou mais de 1,2 milhão de toneladas no ano, para uma importação pouco superior a 1 milhão de t.  

Vale lembrar que nos últimos anos a cadeia produtiva arrozeira também aprendeu a negociar melhor o seu produto, liberando cotas e buscando fazer uma média de preços, sempre que possível. Há ainda alguns gargalos a serem vencidos, como o endividamento – suavizado por uma renegociação – do setor, e a falta de armazéns na propriedade, o que obriga a mais de 75% dos produtores a operação de “arroz a depósito” com as indústrias.  

PREÇO MÍNIMO  
Até o final desta semana o MAPA deverá divulgar o indicativo de preços mínimos para as culturas de verão. No caso do arroz gaúcho e do catarinense, há cinco safras referenciados em R$ 25,80, é previsto que o MAPA indique cotação referencial mínima em torno de R$ 28,00. O problema é que o Ministério da Fazenda tem a última palavra e está desenvolvendo uma política de cortes para evitar qualquer impacto inflacionário ou desembolso federal. As lideranças produtoras vêm insistindo na recomposição dos preços mínimos por três motivos básicos: o aumento da capacidade de pagamento dos produtores na tomada de financiamentos – já que o preço mínimo é parâmetro, e não o preço de mercado -, o seguro agrícola – que também tem o preço mínimo como referencial – e para garantir um piso de preços ao cereal, uma vez que consideram a política agrícola brasileira bastante insegura e alvo de constantes intervenções governamentais.  

SAFRA  
No sexto levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento  (Conab) para o ciclo 2013/14, é indicada uma produção nacional de arroz em 12,77 milhões de toneladas, em acréscimo de 8% sobre as 11,82 milhões/t da temporada anterior. São 250 mil toneladas a mais do que no levantamento divulgado em fevereiro.  

A área plantada com arroz na temporada 2013/14 foi estimada em 2,485 milhões de hectares, com produtividade de 5,137 mil quilos por hectare. O Rio Grande do Sul deve ter uma safra de 8,4  milhões de toneladas, e avanço de 5,7%. A área prevista é de 1,107 milhão de hectares. Em Santa Catarina, a produção deverá avançar para 1,067 milhão de toneladas.  

PREÇOS  
Com a retração dos preços neste período de safra está afastado o risco de o governo federal voltar a ofertar produtos de seu estoque público, estimado em 600 mil toneladas, mas com pouco mais de 500 mil em condições de comercialização. O governo, por sua parte, trata de se livrar dos estoques com doações humanitárias internacionais, ainda que a conta-gotas. Nesta quarta-feira (12/3), novo leilão de troca com esta finalidade deve ser realizado. Os analistas esperam que ao longo de 2014 o mercado se ajuste e os preços evoluam a patamares até mesmo superiores aos de 2013. Todavia, a ingerência do governo federal, em ano de eleições gerais, é uma espada sobre a cabeça do setor.  

Alguns produtores chegaram a considerar que os estoques quase zerados do governo federal são a garantia de preços mais altos em 2014, com a União de mãos amarradas para intervir no mercado. Mas, isso não é uma realidade. Diante de qualquer ameaça de inflação, o governo do País poderá retirar a taxa de 12% da Tarifa Externa Comum, favorecendo a importação de arroz inclusive de terceiros países, o que poderá ser danoso para o mercado, como já ocorreu no passado. Vale lembrar que apenas no sexto levantamento de safra, a Conab já ampliou em 250 mil toneladas a produção, o que acaba se tornando um volume importante no estoque de passagem, mesmo que não o público.  

MERCADO  
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 33,80 para a saca de arroz de 50 quilos no Rio Grande do Sul (em casca/58% de inteiros) e R$ 68,00 para o saco de 60 quilos de arroz beneficiado (branco), sem ICMS comercializado no Estado. Já os quebrados mantiveram seus preços na última semana, com o canjicão cotado a R$ 37,00 (60kg-FOB), a quirera valorizada em R$ 36,50 (60kg-FOB) e o farelo de arroz em R$ 380,00 a tonelada, FOB-Arroio do Meio (RS).

Fonte: Agrolink
 

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