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12032014

Rotação de arroz e soja é opção economicamente viável no Rio Grande do Sul

Casamento entre as culturas reduz custos, favorece controle de pragas e dá autonomia aos agricultores

Um casamento que no passado não teria sucesso, vem dando certo na região sul do Rio Grande do Sul: arroz e soja dividindo o mesmo espaço na lavoura. A rotação entre as duas culturas se multiplicou nos últimos dois anos, graças às pesquisas realizadas pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Além de ser uma nova alternativa agronômica, é também uma opção economicamente viável aos arrozeiros que estão muito próximos do Porto de Rio Grande (RS).

No início da década de 1980, contrariando o pai, o produtor Daire Coutinho, um tradicional arrozeiro do município de Camaquã (RS), resolveu plantar soja em áreas de arroz. Mas não deu certo.

– A lavoura de soja era uma lavoura tardia, se colhia mais tarde e problemas de chuva traziam a impossibilidade da entrada de equipamentos para colher a soja. Além de tudo, as variedades não resistiam a muitos dias de chuva, terminavam abrindo a vagem, havia debulha e o próprio apodrecimento da soja – conta Coutinho.

A experiência negativa afastou o agricultor da soja. Durante décadas ele plantou apenas o arroz. Só agora, quase 30 anos depois, atraído pela pesquisa, resolveu novamente apostar na cultura da soja.

Isso só foi possível graças às novas cultivares desenvolvidas pelo Irga, adaptadas para área de várzea, que favorecem o manejo e a correção do solo para o cultivo da soja. Em 2011, eram 60 mil hectares plantados com o grão. Atualmente, são quase 300 mil hectares. Coutinho começou com 50 hectares, hoje aplica a rotação em 300 hectares.

– Ao implantar a lavoura de arroz sobre áreas anteriormente com soja, além de todas as vantagens da rotação de cultura, reduzi os custos. Faz-se única e exclusivamente o entaipamento das áreas onde eram de soja. A partir daí se imagina uma redução de custos de cinco, seis sacas por hectare pelo manejo adequado e reduzido pela área de soja do ano anterior – explica Coutinho.

A rotação com a soja favorece também o controle de pragas muito comuns na cultura do arroz.

– A cultura da soja permite controlar o arroz vermelho, que é a pior praga da cultura do arroz, com tecnologia diferente sem aplicação de herbicida, também controlando o seu banco de semente, reestrutura o solo e através da fixação de nitrogênio melhora o solo na fertilidade – declara o consultor técnico do Irga, Rui Ragagnin.

Além da facilidade logística na hora de exportar a soja pelo Porto de Rio Grande, a rotação entre as duas culturas deu mais autonomia ao agricultor.

– A soja pode ser comercializada no mesmo momento da safra do arroz ou até antecipadamente e dar condições do produtor fazer frente às suas despesas e segurar o arroz para administrar durante o ano, mês a mês, nos melhores momentos, para garantir um preço bom para a lavoura – relata o engenheiro agrônomo do Irga, José Carlos Copes.

– O arrozeiro deixou de ser arrozeiro e passou a ser um produtor. Ele vai escolher que cultura vai privilegiar naquele ano, dependendo do preço. A soja não vem reduzindo a área de arroz, pelo contrário, vem se mantendo e o produtor passou a ter uma outra alternativa que é a lavoura de soja. Isso vem trazendo uma mudança de paradigma na cabeça do produtor. Isso melhora o mercado de arroz – afirma Coutinho.

Fonte: Rural Br

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