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13062014

Preços estabilizam no início de maio, mas tendência de alta se mantém

 Nos 11 primeiros dias do mês os preços médios do arroz em casca caíram 0,3% no Rio Grande do Sul, mas a redução na expectativa da safra pela Conab e os bons volumes exportados reforçam as bases de valorização do cereal

Depois de ter acumulado uma alta de 2,4% em maio e alcançado os valores referenciais de janeiro, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul encerraram os primeiros 11 dias do mês acumulando leve retração, de 0,35% segundo o indicador de preços do arroz em casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa. Nesta quarta-feira (11/5) o indicador apontava R$ 36,65 de preço médio para a saca de 50 quilos de arroz em casca (58x10), colocada na indústria gaúcha. Pela cotação do dia, o valor é equivalente a U$S 16,39. No mercado livre, o arroz varia de R$ 35,50 a R$ 37,00 na maioria das praças gaúchas e entre R$ 34,00 e R$ 36,00 em Santa Catarina, estáveis.

O indicador apresentou leve recuo neste início de junho, associado à redução no ritmo de compra dos setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores, o que levou a indústria a reduzir o seu interesse de compras. A Copa do Mundo ajuda neste movimento, uma vez que o setor esperava um leve recuo no consumo nesta época, mesmo com a chegada de mais de 600 mil turistas ao Brasil. Safra & Estoques Na semana passada a Conab divulgou que os estoques privados brasileiros em 28 de fevereiro de 2014, de produto referente à safra 2012/13 era de 496 mil toneladas de arroz.

Os dados, no entanto, são considerados apenas a referência mínima para o volume, uma vez que apenas 51% das empresas credenciadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso responderam ao questionário e menos da metade destes puderam ser aproveitados por erros nas respostas. O analista Tiago Sarmento Barata, da Agrotendências Consultoria em Agronegócios, considera que este volume representa apenas uma amostra do produto disponível pelos armazenadores. Apesar da desconfiança da cadeia produtiva para os números e métodos empregados pela Conab para a formação dos quadros e oferta e demanda e de safra, estes são os únicos números oficiais disponíveis no Brasil. Na terça-feira passada (10/06) a Conab divulgou o 9° Levantamento da Safra de Grãos 2013/14 reduzindo a previsão de produção e estoque de passagem. Segundo o governo, a safra brasileira deve registrar alta de 3,6%, para 12,25 milhões de toneladas, número bem abaixo do previsto no início do ano, em 12,7 milhões de toneladas.

A produção fica praticamente alinhada com o consumo, estimado em 12 milhões de toneladas em 2013/14. A área de cultivo no País cresceu 0,2%, para 2,404 milhões de hectares em 2013/14, contra 2,39 milhões/ha em 2012/13. A safra do Rio Grande do Sul foi reduzida para 8 milhões de toneladas, abaixo 112 mil toneladas da estimativa do Irga. Safra gaúcha O Rio Grande do Sul encerrou sua colheita com produção total de 8,112 mil toneladas de arroz na temporada 2013/14, para uma área colhida de 1,12 milhão de hectares. A produtividade média foi de 7.243 quilos por hectare, bem abaixo da expectativa inicial de alcançar até 7,7 mil quilos/ha. O atraso no plantio em algumas regiões, a brusone e, principalmente, o excesso de calor na floração afetaram a produtividade e o resultado final da safra, segundo os dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A retração da safra, agora reconhecida pela Conab, é um dos fatores que mantém o quadro de oferta e demanda ajustado e os preços com tendência de estabilidade.

Exportações Outro fator importante para manter a valorização dos preços do arroz em casca no Brasil é a balança comercial. Em maio, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou 120 mil toneladas de arroz em base casca, quase o triplo das 41,3 mil toneladas embarcadas em maio de 2013. Ainda assim, houve um recuo de 7% sobre o volume embarcado em abril, último. No ano comercial 2014/15 (1º de março a 28 de fevereiro), as exportações alcançam 380 mil toneladas, com alta superior a 65% sobre o volume embarcado pelos operadores brasileiros em 2013/14. Em contrapartida, o Brasil reduziu a demanda por arroz do exterior, tanto em comparação a maio de 2013, quanto a abril de 2014. Em maio passado foram adquiridas 82,8 mil toneladas de arroz, uma queda de 27% relação ao mesmo período do ano anterior: 114 mil toneladas. Em relação a abril a internalização de arroz caiu 1,2%. No ano comercial as importações cairam 33% e acumulam 217 mil toneladas. No primeiro trimestre do ano comercial, a relação entre exportação e importação de arroz no Brasil é superavitária em 166 mil toneladas.

Os embarques continuam garantindo o enxugamento da oferta no mercado brasileiro. Mantida a média exportada por trimestre até fevereiro de 2015, o Brasil poderá alcançar o embarque de 1,52 milhão de toneladas. Pela média das importações, o País poderá receber 868 mil toneladas do grão dos países vizinhos e terceiros fornecedores. Mercado A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 37,60 para a saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul e de R$ 73,00 para a saca de 60 quilos do cereal beneficiado. O canjicão é cotado a R$ 38,00 e a quirera em R$ 37,00, ambos em sacas de 60 quilos/RS. A tonelada do farelo de arroz tem referência de 340,00/FOB Arroio do Meio (RS).

Fonte: Planeta Arroz

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