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12092014

Arroz gaúcho abre mercado na Europa

 Turquia é o novo cliente conquistado pelo esforço da cadeia produtiva do arroz. Enquanto isso, o Brasil perde mais posições no ranking da competitividade global.

  Nadando contra a pesada carga de tributos, dificuldades de logística e transporte e a burocracia, a cadeia produtiva do arroz do Brasil não mede esforços para consolidar a presença no mercado internacional e ampliar o seu leque de clientes. Em uma negociação que demandou extrema cautela e colaboração dos diversos atores envolvidos, partiu do Porto de Rio Grande um navio com 31,5 mil toneladas de arroz em casca para a Turquia, onde aportou na última quinta-feira (4/9).

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) apoiou a operação.   O presidente da Federarroz, Henrique Osório Dornelles explica que houve cautela para anunciar o embarque devido às grandes exigências fitossanitárias do país-cliente. “A empresa exportadora mostrou grande habilidade na operação e a Federação apoiou naquilo que lhe foi demandado. Estamos executando a nossa estratégia de contribuir para a exportação do cereal e a manutenção dos atuais preços do mercado doméstico”, enfatiza o dirigente setorial. “Nosso objetivo é escoar, e não estocar”, acrescenta Dornelles.   

Tal exportação reveste-se ainda de maior importância porque o Brasil está reconquistando cliente que não adquiria o produto aqui há três anos. A dificuldade na transação, no entanto, demonstra que o Brasil precisa avançar nas relações exteriores para consolidar as vendas externas, uma vez que o Itamaraty é lento em suas ações. “Precisamos criar organização específica para as negociações de arroz, que agilize os processos”, insiste Henrique Osório Dornelles.   Competitividade A exportação de 31,5 mil toneladas de arroz em casca para a Turquia só não foi mais comemorada porque comprova as teorias de que o Brasil vem perdendo competitividade global devido a sua carga tributária e deficiência logística e de transporte.

Na última semana o Fórum Econômico Mundial anunciou o ranking de competitividade global e o Brasil foi rebaixado em três posições, para o 57º lugar. Em 2013 o Brasil já havia caído cinco posições.  Além do prazo para abrir uma empresa superior a 100 dias, que qualifica o País entre os três menos competitivos do ranking neste item, entre 144 países, a pesquisa avaliou quesitos como educação, saúde, infraestrutura, transporte e logística, carga tributária e o mercado financeiro. Suíça, Cingapura e Estados Unidos são as três economias mais competitivas. Entre as emergentes, que incluem os “BRICS” e outros 11 países, os destaques são a Coreia do Sul (26ª) e a China (28ª). A boa notícia é a evolução em saúde, educação e que o potencial de negócios no mercado externo é uma das principais vantagens brasileiras. “A cadeia produtiva está fazendo sua parte, mas é preciso que o País avance em infraestrutura e reduza a carga tributária em prol da competitividade”, entende Henrique Osório Dornelles.  

 

Fonte: http://www.expressomt.com.br/economia-agronegocio/arroz-gaucho-abre-mercado-na-europa-112415.html

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