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17022016

Excesso de chuva compromete 40% da safra de arroz no Paraná

Pelo menos 40% do arroz que deveriam estar sendo colhidos, no Paraná, perderam-se, por causa das chuvas que atingem o noroeste do Estado desde os últimos meses do ano passado e provocaram o alagamento das margens do Rio Ivaí, no entorno de Querência do Norte (a 200 quilômetros de Maringá). A região é responsável por cerca de 95% da produção paranaense do grão.

Os reflexos da frustração da safra serão a falta do cereal, no mercado, no decorrer deste ano e a tendência de alta nos preços do produto. O Paraná produz, apenas, 30% do arroz que consome, o resto é importado do Rio Grande do Sul e de países do Mercosul, principalmente, Uruguai e Argentina. Nessas áreas também o alto volume de chuvas, provocado pelo fenômeno El Niño, resultou em queda na produção. O impacto da baixa na produtividade deve ser sentido na mesa do brasileiro dentro de 30 ou 40 dias.

Querência do Norte é o principal produtor de arroz irrigado, plantando entre 6,5 mil e 7 mil hectares a cada safra. Em condições normais, a produtividade chega a cerca de 150 sacas, por hectare. Na safra passada, o município colheu 36 mil toneladas, o que faz do arroz a base da economia do município. A cultura é explorada tanto em grandes fazendas quanto nos assentamentos de ex-trabalhadores sem-terra.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Arroz Irrigado do Paraná (Apai), Kleber Hudson Canassa, os problemas dos rizicultores começaram em setembro passado, quando deveria ocorrer o plantio, mas as chuvas em excesso atrapalharam. Segundo o Simepar, principal instituto meteorológico do Paraná, o volume de chuvas, em 2015, foi cerca de 60% superior ao registrado em 2014, provocando as cheias do Rio Ivaí. "Muitos não conseguiram semear na época certa e os que o fizeram logo tiveram as plantações debaixo d'água", destaca. "Quando as chuvas diminuíram, em outubro, alguns voltaram a plantar, mas veio nova cheia e o que foi replantado também foi perdido", ressalta.

Segundo um levantamento feito pela secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária da prefeitura, muitos produtores perderam tudo. Outros, vão colher bem menos. O agricultor Elias Fernandes, que planta arroz há décadas e diz que nunca viu uma situação como a atual, calcula a perda de 20 alqueires da área cultiva por ele e um prejuízo que deve se aproximar de R$ 400 mil.

Héder Canassa, irmão de Kleber, estima que deixou de colher 20 mil sacas. "Encheu tudo d'água e perdemos tudo, plantamos de novo e perdemos de novo", lamenta.

No assentamento Che Guevara, onde vivem 25 famílias produtoras, e propriedades vizinhas cerca de 600 alqueires ficaram alagados e devem deixar de produzir cerca de 160 mil sacas nesta safra.

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