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29022016

Por causa do clima, perdas na safra de arroz chegam a 45%

O campo meio verde, meio dourado do arroz pronto para ser colhido é a esperança do agricultor Francisco Antônio dos Santos, 64 anos, de ter uma safra com menos prejuízo. Vítima de uma doença no final de 2015, atrasou o plantio. Como ele começa a colher só agora, deve ter uma quebra de safra menor que os vizinhos da região do Morro Grande, em Gaspar.

A preocupação não é à toa. De acordo com o boletim agropecuário de janeiro da Epagri, a área plantada de arroz irrigado no Vale do Itajaí aumentou, mas a produção teve uma pequena queda de 1,31%. Não parece muito, mas os agricultores estão sentindo o impacto no bolso.

– Eu não estou tendo tanta quebra, ficou em mais ou menos 20%, praticamente a mesma coisa do ano passado. Mas quem colheu antes sentiu mais. Teve gente que teve quebra de 40%, 45% – conta Santos, que está colhendo em média 130 sacas de arroz por hectare (cada saca tem 50 quilos).

Apesar de ter menos prejuízo, Santos viu o vizinho agricultor como ele ter uma quebra maior. O produtor Sérgio Prebianca, 59 anos, fez a primeira colheita do arroz no final de janeiro e retirou de 80 a 100 sacas por hectare em média, o que representa para ele uma redução de cerca de 40% em relação a 2015, quando colheu cerca de 175 sacas por hectare. Agora, ele prepara a lavoura para a retirada da soca, como é chamada a colheita da segunda leva da safra:

– A gente coloca a ureia, adubo, tenta evitar as doenças, porque se a soca for boa a gente consegue tirar de 80 a 90 sacas (por hectare). Aí ajuda a aliviar o prejuízo que a gente teve.

Excesso de chuvas é o responsável pela perda
O principal responsável pelo prejuízo na safra foi o clima no final de 2015, com excesso de chuva e poucos dias de sol, já que não é só o tempo seco que é importante para o bom desenvolvimento do grão, mas também a luz e o calor.

– O clima foi o principal fator mesmo, o ambiente foi desfavorável ao desenvolvimento das plantas e ajudou na proliferação de doenças. Além disso, os muitos períodos de chuva atrapalharam os agricultores, porque eles não podiam fazer o controle necessário das pragas, então isso acabou causando todo esse prejuízo – explica José Alberto Noldin, engenheiro agrônomo e gerente da estação experimental da Epagri em Itajaí.

Além da quebra da safra pelas questões climáticas, os agricultores afirmam que o preço pago pela saca, de R$ 40, não é o ideal. Para Prebianca, muitas vezes o valor não cobre as despesas:

– Tudo subiu mais de 30%: ureia, adubo, combustível... Eu perdi mais de R$ 20 mil nesse ano, e com esse valor fica difícil trabalhar, porque além disso ainda tem os impostos, quem arrenda tem que pagar independente de colher ou não.

A expectativa dos trabalhadores é que o preço aumente um pouco no período de venda da soca. Para Santos, o valor ideal está na casa dos R$ 42 por saca:

– Eu acho pouco R$ 40, mas é o que estão oferecendo. Dizem que na soca vai melhorar, mas não acredito. Até subiu do ano passado pra cá, já que era R$ 33, mas ainda não cobre a despesa.

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