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08072016

Mercado de arroz se mantém firme, mas velocidade da alta perde força

Indicador Cepea/Senar-RS alcançou R$ 50,33 por saca de 50 quilos

O mercado gaúcho de arroz, responsável por 70% da produção nacional, segue com preços firmes e tendência de leve alta no decorrer de julho. Nos seis primeiros dias do mês, o indicador de preços do arroz em casca Esalq-Senar/RS acumulou 0,6% de alta, alcançando R$ 50,33, um preço recorde para o cereal. Pela cotação do dia, em dólar a saca equivalia a US$ 15,09, bastante favorável à compra externa e pouco favorável às exportações. A relação cambial e a elevação dos preços internos por causa da menor oferta decorrente de uma quebra de safra e produtores esperando melhores preços, além da falta de estoques reguladores, consolidaram a expectativa de aumento das importações a partir de junho.
Com a compra de quase 103 mil toneladas e a venda de 59,7 mil, consolida-se o quadro que já indicávamos no mês passado, que seria o de déficit da balança comercial a partir de junho. A tendência é de que as compras externas se mantenham maiores do que as vendas até, pelo menos, outubro, quando vencem os custeios e o produtor deverá ofertar mais. Em junho o Brasil perdeu completamente a competitividade nas exportações de arroz em casca. A tendência é de que até o final do ano as vendas se concentrem nos quebrados de arroz para a África.
No mercado livre gaúcho a referência de preços é de R$ 50,00 por saca. Um leilão de oferta da BBM testou o mercado nesta semana, com preços de R$ 59,50 para a abertura, por cereal Guri CL, de 62 a 65%, depositados em São Borja, mas não houve interesse, demonstrando que o mercado opera abaixo destes valores. Foram reportados negócios, no prazo, até R$ 55,00, mas em casos esporádicos, de volumes interessantes e alta qualidade. Depois de dois anos de discussão com o Governo Federal, o setor arrozeiro conseguiu um reajuste mais significativo para os preços mínimos do arroz, em 17,8%, passando para R$ 34,97 a saca. Em termos de comercialização isso não representa absolutamente nada. Só o custo produtivo gaúcho supera R$ 44,70 na última temporada. No entanto, para base de cálculo de financiamentos e seguro rural, o valor precisava ser ajustado.
 
TENDÊNCIA
A tendência é de que o mercado se mantenha firme, com alta gradual e em menor velocidade do que o ocorrido em junho, com preços buscando a equivalência com o Mercosul. A previsão é de que as importações sigam aumentando e superando as exportações.
 
MUDANÇAS
Reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) nesta quarta-feira, em Porto Alegre, confirmou mudanças no quadro diretivo da entidade. Pelo menos um dos diretores deixará o cargo até o final do mês por questões de ordem pessoal. A indicação do substituto deverá ser do secretário Ernani Polo.
 
Fonte: http://www.planetaarroz.com.br/

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