Mudar site para idioma português Mudar site para idioma inglês Mudar site para idioma espanhol

Português

Informativos

  • HOME
  • - INFORMATIVOS

10082016

Produtores de arroz do RS devem reduzir a área plantada

Produtores de arroz do Rio Grande do Sul devem reduzir a área plantada em consequência da última temporada, quando a chuva alagou mais de 2 mil lavouras e derrubou a produção.

Além do clima, a dificuldade na renegociação das dívidas é motivo de preocupação pra quem vai plantar o cereal.
Na propriedade do produtor Sérgio Silva, máquinas já preparam a terra enquanto se organiza mais um ciclo da cultura. Silva vai plantar no início de outubro e tudo o que ele mais quer é que a safra seja bem diferente da última. “O maior problema foi excesso de chuvas, que retardou o plantio e nos deixou numa situação meio 'esnucada'. Plantamos quase no limite e o tempo não ajudou no desenvolvimento da planta e, quando chegou na hora da floração, deu problema de baixa temperatura, causando problema de enchimento de grão”, disse o produtor, que perdeu 15% em algumas áreas plantadas.
Sérgio Silva é apenas um dos tantos que tiveram prejuízo. No Rio Grande do Sul, de onde sai 70% do arroz produzido no Brasil, 2,4 mil lavouras ficaram alagadas, a maioria no sul do estado, resultando em 1,395 milhão de toneladas a menos, segundo levantamento do Instituto Rio Grandense de arroz (IRGA).
 
“Isso aumentou ainda mais os custos, porque todos eles são calculados em cima de uma produtividade média e essa produtividade foi muito abaixo. Então, os custos chegaram - em alguns cálculos - perto de R$ 50 o saco, que é o preço praticado hoje. Porém, muitos produtores venderam muito abaixo desse preço”, disse Daire Coutinho, presidente da
Câmara Setorial Nacional do Arroz.
 
Na nova safra, o Rio Grande do Sul não deve repetir a área histórica. Serão 1 milhão de hectares plantados, 500 mil a menos que o ciclo passado, o que significa a menor intenção de plantio dos últimos dez anos. “Vejo produtores realmente desestimulados ao próximo plantio, apesar de preços históricos bastante consideráveis, mas, nem isso tem dado um alento a esses produtores com objetivo de se manterem bastante mobilizados e motivados ao plantio da próxima safra”, disse Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Fedearroz).
 
Para compensar as perdas, o produtor Sérgio Silva pretende reduzir a área e plantar 480 hectares. “A gente tem que ter muita precaução nesse próximo plantio, porque não dá pra exagerar em nada”, disse.
 
Clima

Se no ano passado o clima foi o problemão dos agricultores, agora ele deve salvar a lavoura, com a expectativa de La Niña.
 
Outro fator que traz certo otimismo são os insumos. “Eu devo gastar uns 15% menos esse ano do que foi gasto ano passado.
 
Em 2015, a gente exagerou um pouco e teve também a questão do dólar no custo de fertilizantes”, ressaltou Sérgio.
 
Para o representante do setor arrozeiro em Brasíli, a principal dificuldade que os produtores vão continuar enfrentando será o acesso ao crédito. “Há uma parcela desses produtores que não estão no crédito rural oficial. Para esses, não houve nenhuma medida que pudessem lhe alcançar e eles também estão renegociando as suas contas de maneira independente com seus fornecedores”, falou Coutinho.
 
Para o produtor de arroz, a próxima safra já está logo ali e , por isso mesmo, ele está de olho nas mudanças que o setor deve passar. Em Brasília, representantes da cadeia se articulam para garantir a equalização do ICMS, o que daria mais competitividade à indústria do Rio Grande do Sul em relação aos demais estados.

Cadastre-se e receba nossos informativos em seu email.

Associação Brasileira das Indústrias de Arroz Parboilizado – ABIAP
Rua Chaves Barcelos, 36/605 – Fone: (51) 3227-2366 | CEP: 90.030-120 – Porto Alegre - RS