Mudar site para idioma português Mudar site para idioma inglês Mudar site para idioma espanhol

Português

Informativos

  • HOME
  • - INFORMATIVOS

02042018

Mesmo com avanço da safra, preços do arroz mantêm estabilidade

O mercado gaúcho de arroz em casca teve mais uma semana de relativa estabilidade nos preços, apesar do avanço gradual da colheita no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Sinal de que os mecanismos disponibilizados pelo governo federal (PEP e Pepro) estão fazendo efeito. Se não levantam os preços, pelo menos não deixam cair demais e mantêm cotações médias na faixa de R$ 35,00 em território gaúcho. Fronteira Oeste, Zona Sul e Campanha têm algumas negociações reportadas entre R$ 36,00 e R$ 36,50, dependendo do prazo e das condições.
 
A busca, por parte das indústrias, de variedades nobres, está mantida. A oferta é de valores superiores às médias e, dependendo da disponibilidade, e do prazo, podem chegar a R$ 42,00. No entanto, são valores muito particulares, destinados a lotes de Inta Puitá, Guri, Irga 417, BR Irga 409 e raras outras variedades.  Para a variedade Irga 424 a referência de preços tem sido mantida em R$ 34,00 a R$ 35,00, em que pese alguns produtores terem reportado algum “afrouxamento” na exigência de umidade e grãos com defeitos. Apesar das chuvas que ocorrem no RS desde a última sexta-feira, a colheita já bate na casa dos 25%.
 
Nesta terça-feira o mercado volta a ser movimentado pelos leilões de PEP e Pepro. A expectativa é de nova disputa pelos prêmios e deságio no PEP. Tanto que os preços de abertura dos prêmios voltaram a baixar. O Lote 1, para a Fronteira Oeste e municípios da Campanha e parte da Depressão Central, tem referência de R$ 4,03 por saca 50kg. Já o Lote 2, que envolve a Região Sul (Zona Sul, Litoral Norte, Planícies e parte da Depressão Central) tem preço de prêmio previsto em R$ 2,64 por saca 50kg. O Lote 3, direcionado a Santa Catarina, tem referencial de preços em R$ 2,64 por saca 50kg.
 
Nesta edição do PEP serão ofertadas 90 mil toneladas, sendo 75 mil t para o Rio Grande do Sul e 15 mil t para Santa Catarina. Já no Pepro, o incentivo será para 15 mil toneladas dos gaúchos e 2 mil toneladas dos catarinenses. Novos leilões devem ocorrer em duas semanas. O setor também aguarda o anúncio da compra de 70 mil toneladas de arroz em AGFs.
 
INDICADOR
 
O indicador de preços da saca de 50 quilos (58x10) de arroz em casca colocada na indústria do Rio Grande do Sul, monitorado pela Esalq e Senar-RS, bateu nesta segunda-feira, dia 26 de março, em R$ 34,97, o equivalente a US$ 10,59 na equivalência. No mês, acumula uma retração de 0,3%, em relativa estabilidade. Como disse na análise anterior, se os preços se mantêm abaixo do necessário para cobrir os custos dos produtores, pelo menos as medidas adotadas até o momento, a expectativa de queda nos volumes a serem colhidos e a manutenção das exportações – também por causa dos baixos preços internos – têm sido muito melhores do que a expectativa de R$ 28,00 a R$ 30,00 para esta época que era mantida antes do início da safra.
 
Mais do que isso, a estabilidade atual indica que os estoques ajustados no segundo semestre favorecerão à uma reação nos preços internos. Isso quer dizer que um pequeno percentual de produtores capitalizados, que têm outros produtos para negociar e se capitalizarem agora – como é o caso da soja – poderão obter renda no segundo semestre do ano. Dentro da cadeia produtiva estima-se que não mais de 30% dos produtores conseguirá vencer a queda de braço e manter produto em casa para venda no final do ano a valores remuneradores ou que pelo menos neutralize o prejuízo.
 
MERCADO
 
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, mantém a indicação de preços no Rio Grande do Sul em R$ 35,00 para a saca de arroz em casca de 50kg (58x10), e em R$ 76,00 para a saca de 60 quilos do grão branco, beneficiado, Tipo 1. Os quebrados seguem com valores estáveis e boa demanda para exportação e alimentação animal, caso do canjicão em R$ 53,00/60kg e da quirera em R$ 43/60kg. O farelo manteve-se em R$ 380,00 por tonelada, com bom interesse da indústria de alimentação de aves e suínos e rebanhos leiteiros.
 
PREÇO AO CONSUMIDOR
 
Os preços aos consumidores têm oscilado pouco nos supermercados das capitais pesquisadas por AgroDados / Planeta Arroz. Em oferta os preços chegam a baixar de R$ 9,98 por pacote de 5kg, Tipo 1, branco, enquanto a média gira entre R$ 11,20 e R$ 12,20. Já as variedades e marcas mais caras ficam acima de R$ 22,00.
 
TENDÊNCIA
 
A tendência é de que as próximas semanas sejam de preços pressionados pelo avanço da colheita gaúcha. No entanto, com a retomada do frio nos últimos dias, temperaturas abaixo de 10 graus centígrados e sensação térmica inferior a quatro graus em cidades como Quaraí e Bagé, a manutenção dos leilões de PEP e Pepro – cujo volume a ser movimentado deve se aproximar de 1,2 milhão de toneladas –, confirmadas as compras de mais 200 mil toneladas fracionadas em três ações de AGFs, e a continuidade das exportações e de baixo volume de compras no Mercosul, a tendência é de que o segundo semestre inverta o atual cenário e consolide preços melhores.
 
Quem tiver fôlego para segurar produto sem vender até junho/julho, poderá obter valores mais expressivos. Por outro lado, essa mesma evolução dos preços internos deverá desencadear uma maior demanda do grão do Mercosul e uma retração nas vendas externas. Mas, esse é um assunto para debater em algumas semanas. No momento a boa notícia é a evolução da safra, preços estáveis e expectativa de boa exportação.
 
Fonte

Cadastre-se e receba nossos informativos em seu email.

Associação Brasileira das Indústrias de Arroz Parboilizado – ABIAP
Rua Chaves Barcelos, 36/605 – Fone: (51) 3227-2366 | CEP: 90.030-120 – Porto Alegre - RS