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11042018

Colheita do arroz atinge 42,6% no Rio Grande do Sul

 Os orizicultores gaúchos colheram até o momento 457.227 hectares, ou 42,6% do total semeado de 1.074.254 ha no Rio Grande do Sul na safra 2017/2018. O levantamento da evolução da colheita foi divulgado nesta quinta-feira (05), pela Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), baseados nos dados fornecidos pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates). Atualmente a produtividade total no Estado, é de 8.156 quilos por hectare e já foram colhidas 3,7 milhões de toneladas.

 
A região produtora da Fronteira Oeste segue sendo a mais adiantada até o período, com 196.556 ha (61,6%) de área colhida, produtividade 8.366 kg/ha, seguida pelas regionais da Zona Sul, com 64.812 ha (37,6%), produtividade 8.313 kg/ha; Planície Costeira Externa com 50.218 ha (37,5%), produtividade 7.517 kg/ha; Campanha com 57.163 ha (35,3%), produtividade 8.214 kg/ha; Depressão Central com 46.296 ha (32,2%), produtividade 8.117kg/ha; e Planície Costeira Interna com 42.182 ha (29,5%), produtividade 7.663kg/ha.
 
A Coordenadoria Regional Fronteira Oeste está com a maior área colhida até agora. A região compreende os Nates dos municípios de Alegrete, Itaqui, Quaraí, Santo Antônio das Missões, São Borja e Uruguaiana. Para o coordenador regional da Fronteira Oeste, engenheiro agrônomo, Ivo Mello, dois fatores são destaques para o avanço da colheita na região: condições climáticas e o plantio na época recomendada.
 
Conforme Mello, semear no período que antecede a janela considerada ideal (de 1º de outubro a 15 de novembro) para o grão emergir é fundamental, pois é um período geralmente chuvoso na região Oeste. O que possibilita que o cereal desenvolva nas melhores condições genéticas possíveis. O município de São Borja tradicionalmente inicia a semeadura no final de agosto, quando o solo já está em condições adequadas para receber o grão.
 
É de suma importância os produtores estarem atentos e aproveitarem as condições climatológicas favoráveis para que o ciclo da cultura na região. Com a semeadura dentro da janela indicada o produtor utiliza a água da chuva para arroz emergir sem a necessidade de utilizar água dos barramentos para irrigar. Gerando menos gastos com energia e custos em geral, além de preservar a água das barragens, para que não falte no decorrer da safra”, engenheiro agrônomo.
 
De acordo com Mello, a previsão de término da colheita na região é 10 de maio. A expectativa com relação ao clima é de normalidade até o fim da safra.
 
Fonte

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