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22022012

Preços estáveis na parada do Carnaval e avançam pouco em fevereiro

 Mesmo no pico da entressafra brasileira, os preços subiram pouco. Férias, feriadão de Carnaval e expectativa para o início da colheita reduzem a demanda. E os produtores seguram os estoques restantes esperando melhores preços em ano de baixa disponibilidade de arroz privado

Giuliani/Planeta Arroz

O mês de fevereiro registrou, até o dia 17 (sexta-feira), na véspera do feriadão de Carnaval, uma evolução de 1% nos preços médios da saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10), segundo o indicador de preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias – BM&FBovespa, com cotação referencial em 27,33 para o produto colocado na indústria, à vista. Em dólar, pela cotação do dia, os preços alcançaram o equivalente a US$ 15. Na semana que passou a média foi de R$ 27,31 por saca. A curta semana comercial que inicia nesta quarta-feira de cinzas deve manter relativa estabilidade. 

A expectativa do setor, agora, recai toda sobre os anúncios de mecanismos esperados para a 22ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Restinga Sêca (RS), promovida pela Federarroz, e que terá a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, autoridades e técnicos do governo. A expectativa é de que o ministro anuncie um pacote de medidas capazes de fazer frente à expectativa de desvalorização do grão pela pressão da oferta na safra que já começou e deve ganhar força nos próximos 15 dias. 

Embora parte dos mecanismos de comercialização só possa ser acionada por um “gatilho” quando os preços médios estão abaixo do preço mínimo de garantia do governo federal (R$ 25,80 a saca), há o argumento dos produtores de que em diversas regiões os preços praticados realmente pagos ao produtor ficam abaixo deste patamar. Diante deste argumento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) poderá anunciar Pepro, Contratos de Opções, AGFs e EGFs. O PEP dependerá deste gatilho ou só se destinaria às regiões mais longe do porto, onde a matéria-prima está com preços mais baixos, mas ainda assim os prêmios precisariam superar os custos do frete. 

Um caso interessante é o do município de Itaqui, na Fronteira gaúcha, onde a produção é quase toda absorvida pelas duas maiores indústrias de arroz do Brasil. Enquanto as cotações referenciais de outras regiões, principalmente aquelas mais perto do Porto de Rio Grande, evoluíram, em Itaqui os preços não ultrapassam a barreira de R$ 24,50. É alto o nível de reclamações dos arrozeiros da região, argumentando que as empresas estão abastecidas ou usando de sua logística (e produtos depositados pelos arrozeiros) para abastecer aos seus mercados e forçar os produtores a venderem os estoques remanescentes. A proximidade da safra, também favorece ao posicionamento das indústrias que se mantêm fora do mercado ou só aceitando negociar produto dentro destes valores.

Em Santa Catarina, na região de Forquilhinha e Nova Veneza, o clima é de tristeza pelas perdas provocadas por um vendaval seguido de chuva de granizo. Os prejuízos podem chegar a um terço da produção em Nova Veneza, segundo a imprensa da região. No Sul, a volta das chuvas localizadas, mas com maior intensidade, está ajudando para a recuperação de lavouras. Mas, pode atrapalhar a colheita. No Mato Grosso, os preços tiveram pequena reação nas últimas semanas em razão da drástica redução de área. No Rio Grande do Sul a colheita já começou e 3% da área já foi colhida, segundo a Emater/RS.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, mantêm indicação de preços referenciais de R$ 27,00 para a saca de 50 quilos do arroz em casca, no Rio Grande do Sul, e de R$ 58,00 para o arroz beneficiado (60kg/Tipo 1). Informa a estabilidade de preços, em R$ 34,00 para o canjicão (60kg), e de R$ 31,80 para a quirera (60kg). O farelo de arroz manteve R$ 290,00 (tonelada Fob/RS).

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