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29022012

CPI do Arroz vai ouvir supermercados e Procon

CPI ouviu Conab, Anvisa e CESA na reunião desta semana 

A CPI do Arroz realizou, a sua décima reunião, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Gilberto Capoani . Durante o encontro foi aprovado o requerimento dos deputados Jorge Pozzobom e Marlon Santos para que sejam ouvidos os representantes do Sindicato da Indústria do Arroz no Rio Grande do Sul (Sindarroz), Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), do Procon e outras entidades de defesa do consumidor.


Capoani informou aos presentes que a representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vai comparecer na próxima segunda-feira (5/02) para prestar depoimento. 

Classificação não é obrigatória

Carlos Augusto Weidmann, gerente de Classificação e Certificação da Emater/Ascar, primeiro depoente, questionado pelo relator, deputado Marlon Santos (PDT), disse que a classificação do produto deixou de ser obrigatória em 1999 e que a fiscalização não é responsabilidade das credenciadas.

Problemas de armazenagem

Paulo Morceli, analista de mercado e técnico da Companhia Nacional, o segundo depoente, fez um relato sobre o histórico da empresa, criada em 1943, explicou que a atualização de dados sobre o arroz é mensal, o que serve para formular a política agrícola, onde são usados o custo de produção e a média do mercado. Conforme Morceli, o RS é o maior produtor de arroz do Brasil, mais de 1 milhão de toneladas do produto, mas tem problemas de armazenagem.

Ao ser indagado pelo relator, deputado Marlon Santos, sobre a tabela de classificação, Morceli explicou que o arroz não tem variação. O deputado solicitou ao depoente, e foi atendido, a tabela oficial utilizada pela Conab para fazer a classificação.

Dificuldades da CESA

Jerônimo Oliveira Júnior, presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA), encerrou os depoimentos fazendo um desabafo sobre a situação da Cesa, empresa de economia mista, sociedade anônima, onde o acionista majoritário é o Estado do Rio Grande do Sul, e minoritários o Banrisul e a Conab. Segundo Jerônimo, há muitos anos a CESA passa por problemas financeiros, por isso perdeu por três anos o seu cadastramento junto à Conab para realizar a armazenagem, só retomando o procedimento no ano passado. Ele afirmou que a capacidade de armazenagem da Cesa é de aproximadamente 630 mil toneladas, e que atualmente existem 350 mil toneladas depositadas nos armazéns, sendo 122 mil só de arroz. Questionado pelo relator sobre o rateio das sobras de arroz, o presidente disse que a medida voltou a ser aplicada neste ano.

                                                          

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