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21062012

Segunda quinzena de junho começa com preços firmes
Colheita 2012/13 pode ser menor por falta de água nos mananciais Foto: Robispierre Giuliani/Planeta Arroz

Mercado está mais aquecido, depois de uma estabilidade inicial este mês

A segunda quinzena do mês de junho iniciou com preços firmes, mas esta semana as cotações voltaram a se elevar de forma mais acelerada do que na primeira metade do mês, segundo o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa, que fechou em R$ 28,89 nesta terça-feira, 19/6, para a saca de arroz em casca (50kg), colocada na indústria (58x10). Assim, o produto valoriza 1,26% sobre o mês passado, quando fechou na faixa de 2,5% próximo dos R$ 28,00. Pelo câmbio do dia, a saca equivalia, em dólar, a US$ 14,23. A média da cotação semanal, segundo o Cepea/Esalq, é de R$ 28,59.

Análise divulgada nesta terça-feira pela Esalq indica que o ritmo de comercialização de arroz em casca aumentou ligeiramente na última semana no Rio Grande do Sul, principalmente na Zona Sul (Pelotas, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Jaguarão) com as indústrias mostrando mais interesse de compra, apesar das dificuldades de repassar preços ao varejo/atacado. Na região de Camaquã (Planície Costeira Interna à Laguna dos Patos) o movimento também aumentou, mas os produtores estão reticentes com relação ao cumprimento do pagamento por parte das empresas. Algumas têm atrasado o pagamento de arroz parcelado, inclusive de contratos de 2011, segundo fontes da cadeia produtiva.

Desta maneira, no mercado livre, os preços do arroz no Rio Grande do Sul giram em torno de R$ 27,50 a R$ 28,00 aos produtores na maioria das praças, com casos de empresas de fora do RS pagando até R$ 31,00 na Fronteira Oeste por arroz com mais de 61% de grãos inteiros, valor melhor do que o ofertado por indústrias gaúchas já com o arroz depositado em seus silos. De uma maneira geral, o produtor tem ofertado apenas o suficiente para quitar suas contas e priorizam a comercialização da soja e, eventualmente, da pecuária, também castigada pela longa estiagem.

Acredita-se que a partir da segunda quinzena de julho inicie um movimento maior de oferta dos produtores, ao mesmo tempo em que devem aumentar as chuvas no Rio Grande do Sul. Ainda assim, a Federarroz já reconhece a possibilidade de redução na área de produção de arroz na próxima safra em função do esgotamento de reservatórios de água nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste e Depressão Central. Há, ainda, de três a cinco meses para recuperar os mananciais, mas os produtores não acreditam que neste período chova o suficiente para recompor barragens que estão há anos em déficit. No Mato Grosso, os corretores de cereais também apostam em redução na safra do Centro-Oeste pela valorização de culturas como o milho, a soja e o algodão, com rentabilidade até cinco vezes maior do que o arroz, dependendo da cultura e da região.

Se não voltar a chover forte no Rio Grande do Sul, próximo ou acima das médias mensais, nos próximos 60 dias, alguns analistas já consideram que a próxima colheita estará severamente comprometida, levando em conta que as chuvas retornariam (se ocorrer) com mais força justamente em período de plantio (setembro, outubro e novembro). E depois do produtor dimensionar suas lavouras de acordo com a disponibilidade de água (julho a, no máximo, outubro) seguindo as recomendações técnicas. Os volumes de importação e exportação continuam sendo favoráveis ao Brasil na média do ano, o que também ajudou na reação do cenário de mercado nesta reta final de junho.

De uma maneira geral, os analistas acreditam que os preços devem se manter firmes. Nesta quinta-feira, dirigentes arrozeiros gaúchos se reunirão com técnicos e políticos do MAPA para redefinir um calendário de ações de apoio à comercialização, prometido por Brasília desde fevereiro, mas que na prática ainda não apareceu para o mercado, apesar de alguns agentes considerarem o seu “impacto psicológico positivo”. Na verdade, para chegar aos patamares de preços que esperam os produtores (acima dos R$ 30,00 por saca, que fazendo a média com o ano passado daria R$ 25,00, portanto abaixo do preço mínimo de R$ 25,80), o governo precisa abandonar a psicologia e partir para a prática, principalmente dando suporte à exportação e estabelecendo referenciais de preços com os leilões de contratos de opção. Todavia, como os preços estão acima do mínimo, este argumento serve de escudo para o governo evitar abrir o seu cofre e, ao mesmo tempo, em ano eleitoral, não deixar que o consumidor/eleitor, se queixe da alta dos preços dos alimentos básicos. 

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica média de preços de R$ 28,00 para o arroz em casca (58x10), em sacas de 50 quilos, no Rio Grande do Sul. O produto branco, em sacas de 60 quilos, tem referencial de preço de R$ 57,50 (FOB, sem ICMS) valorizado sobre a semana anterior. Devido à demanda para a exportação, o canjicão de arroz segue demandado e com preço médio de R$ 34,80 no Rio Grande do Sul (60kg/FOB-RS) e a quirera em R$ 32,00, também em saca de 60kg. Já o farelo de arroz, que vem suprindo a falta de milho na composição de rações no Rio Grande do Sul pela quebra das lavouras de sequeiro, mantem-se em firmes R$ 295,00 a tonelada FOB.

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