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07122012

Em direção a preços mundiais mais baixos

Em novembro, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 1,7 pontos para 247,4 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 249,1 pontos em outubro. No início de dezembro, o índice IPO continuava baixando

 Em novembro, os preços mundiais declinaram novamente sob a influência da Índia e do Paquistão. Por outro lado, os preços tailandeses e estadunidenses registraram certa estabilidade. As colheitas asiáticas se anunciam normais. Portanto, a tendência baixista deve prosseguir durante os próximos três meses. A oferta de exportação continua sendo amplamente suficiente para responder a demanda mundial, a qual deveria, por ora, manter-se estável em 2013.   

De outro lado, os grandes importadores asiáticos anunciam objetivos de autoabastecimento a médio prazo. Mesmo que no passado esses objetivos não tenham dado os resultados esperados, países como Indonésia e Filipinas verão suas importações declinar em 2012 e 2013. A grande incerteza virá da continuação, ou não, da política tailandesa de preços internos. Da mesma maneira, o mercado seguirá de perto a demanda de importação chinesa, a qual tende a crescer significativamente desde 2011.  

Em novembro, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 1,7 pontos para 247,4 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 249,1 pontos em outubro. No início de dezembro, o índice IPO continuava baixando.   Produção e Comércio Mundiais   Segundo a FAO, a produção mundial em 2012 deve aumentar ligeiramente em 1% para 730 milhões de toneladas (487Mt na base arroz branco) contra 723,7Mt de arroz em casca em 2011. Esta relativa estabilidade se deve ao equilíbrio das colheitas asiáticas. O incremento da produção na China, Indonésia e Tailândia deveria compensar o declínio da produção na India. Na África, a produção cresce, sobretudo no Egito onde se anuncia o grande retorno ao mercado de exportação. Na África subsahariana, a produção aumenta, ainda que na América do Sul e, especialmente, no Cone Sul, a produção possa baixar 10%.  

O comércio mundial tende a se estabilizar depois do salto de 16% em 2011, com volume recorde de 36,4Mt. Em 2012, o comércio deve incrementar apenas 2,5% para 37,3Mt. E em 2013, se espera, por enquanto, um ligeiro aumento de 0,8% para 37,6Mt.  

Os estoques mundiais de arroz no final de 2012 devem alcançar o mais alto nível histórico, 159,3Mt, alta de 11% em relação ao final de 2011. As perspectivas para 2013 indicam um novo incremento recorde para quase 170Mt. Estas reservas representariam assim 36% das necessidades mundiais, a mais alta relação observada nos últimos dez anos.   Mercado de Exportação   Na Tailândia, os preços se mantiveram estáveis, com pequenos declínios. Oficialmente, o governo mantém seu programa de preços internos, mas este começa a oscilar apresentando um custo adicional para o orçamento público que supera os 6 bilhões de dólares, ou 2% do PIB do país. As autoridades têm começado a sugerir aos produtores que optem por cultivos mais rentáveis em caso de baixas nos preços do arroz.   

Os anúncios de fim da crise arrozeira são recorrentes, mas sem resultados. Assim, a idéia de criação eminente de um cartel de exportadores asiáticos para incrementar os preços mundiais foi finalmente rechaçada pelo Vietnã. Por outro lado, a Tailândia espera firmar contratos importantes repartidos em vários anos com a China, onde a demanda de importação está crescendo rapidamente. Mas por enquanto, o Vietnã parece ser o principal beneficiário da nova demanda chinesa. Em novembro, o Tai 100%B foi cotado a US$ 560/t Fob contra $ 562 em outubro. O Tai Parbolizado marcou $ 581/t contra $ 588. O quebrado A1 Super se manteve estável a $ 500/t. No início de dezembro, os preços tailandeses se mantinham ainda estáveis.  

No Vietnã, no início do mês os preços para exportação marcaram certa firmeza. Estes começaram, sem embargo, a afrouxar em meados de novembro sob pressão da concorrência com a India, e no final tiveram um pequeno declínio de 1% em um mês. Em novembro, as exportações se mostraram menos ativas em relação aos meses anteriores, mas chegaram a ser 30% superiores às de novembro de 2011. Durante os primeiros onze meses do ano, as exportações haviam chegado a quase 7,2Mt. No final de 2012, as autoridades vietnamitas esperam alcançar 7,7Mt. Em novembro, o Viet 5% marcou $ 448/t contra $ 450 em outubro. O Viet 25% se manteve estável em $ 415/t.  

Na India, os preços retraíram 3% dentro de uma política comercial agressiva. As últimas estimativas indicam um volume de exportação recorde que deveria ultrapassar as 10Mt em 2012, das quais 60% seriam não-aromático. As disponibilidades de exportação são ainda importantes, graças também a uma produção que manterá seu nível quase normal. Em 2013, apesar de uma queda nas vendas, a India deve se situar novamente nos primeiros lugares do comércio mundial de arroz. Em novembro, o arroz indiano 5% foi cotado a $ 431/t contra $ 443/t em outubro. O arroz indiano 25% baixou para $ 384/t contra $ 393 anteriormente.   No Paquistão, os preços baixaram novamente com a pressão da India. As exportações crescem, mas ainda acusam um atraso de 35% em relação ao ano anterior na mesma época. Em novembro, o Pak 25% foi cotado a $ 374/t contra $ 384/t em outubro.    Nos Estados Unidos, os preços de exportação marcaram uma forte estabilidade. O mercado de exportação tem se mostrado relativamente ativo, com vendas mensais de 250.000 t. As projeções para a safra 2012/2013 indicam uma ligeira redução das vendas externas devido a uma possível limitação dos excedentes de exportação. Em novembro, o preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 marcou $ 595/t contra $ 592 em outubro. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros para janeiro declinaram novamente já que ainda há pouco interesse por parte dos compradores. No início de dezembro, os preços marcavam mais firmes.  

No Mercosul, os preços de exportação se mantêm estáveis e firmes devido às escassas disponibilidades oferecidas no mercado. Ademais, as perspectivas de uma contração significativa da produção em 2013 deveriam continuar influenciando os preços de exportação nos próximos meses. No Brasil, os preços internos tendem a declinar dentro de um mercado pouco ativo. No final de novembro, os preços do arroz em casca brasileiro estavam em torno de US$ 365/t.   Na África subsahariana, as condições climáticas e de desenvolvimento dos cultivos foram favoráveis em 2012. Mas o incremento da produção será ainda insuficiente para responder à demanda adicional, que aumenta 6% ao ano sob a dupla demográfica e da evolução do consumo per capita. Portanto, as importações poderiam aumentar 10% em 2013.  

Fonte: planetaarroz.com.br

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