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12042013

Mercado equilibrado em plena safra

Produção menor do que o esperado e estoques em baixa trazem equilíbrio aos preços do arroz em plena safra. Cotações aumentam levemente em abril

 

Depois de caírem 5,93% ao longo de março por conta do ingresso de um volume maior dos grãos colhidos, em abril as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul experimentam uma leve reação, de 0,39%, segundo o Indicador dos Preços de Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa, para a saca de 50 quilos (58x10), à vista. Nesta terça-feira, nove de abril, o produto deste padrão foi comercializado a R$ 30,90, ou 10 centavos acima do valor apurado no último dia útil de março. Em dólar, pela cotação desta terça-feira, uma saca equivaleria a US$ 15,57, ou 24 centavos de dólar a mais do que no final de março. Sobre o ano passado, nesta mesma época, as cotações são cerca de 20% maiores.

 

 

Este ponto de equilíbrio e sustentação dos preços está diretamente relacionado ao estoque de passagem mais baixo e a visão geral de que a safra brasileira, principalmente influenciada pela gaúcha e a catarinense, será menor do que o esperado inicialmente pelos órgãos de governo. A cadeia produtiva já fez a leitura. Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou novo levantamento reduzindo em cerca de 100 mil toneladas a expectativa de colheita nacional.

 

Por outro lado, com os atuais valores internos e o câmbio voltando a valorizar o Real sobre o dólar, as exportações brasileiras que são fundamentais para alavancagem dos preços “top” no segundo semestre, estão mais contidas nestes primeiros meses de 2013 e alguns analistas já põem em dúvida a expectativa de vendas externas. Os analistas consideram que as cotações continuarão pressionadas pela entrada da safra, mas a colheita menor e os estoques mais baixos dos últimos 10 anos, devem limitar qualquer movimento de queda mais aguda nos preços. O único fator que poderia desencadear este processo seria uma importação mais volumosa e baixo desempenho do Brasil no mercado externo, além de alguma alteração mais drástica no câmbio. Por outro lado, um avanço mais importante nas exportações e uma importação em baixos volumes, pode ajudar na estabilidade dos preços e até em uma recuperação nas próximas semanas.

 

 

 

SAFRA

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu a projeção do volume de arroz a ser colhido na safra 2012/13 para 11,94 milhões de toneladas. O sétimo levantamento da safra de grãos 2012/13 foi divulgado na manhã desta terça-feira, em Brasília (DF). No sexto levantamento a projeção era de uma colheita de 12,05 milhões de toneladas. Ainda assim, a colheita será 3% maior do que as 11,6 milhões de toneladas colhidas em 2011/12.

 

Segundo o levantamento, o arroz cobriu uma superfície de 2,41 milhões de hectares na temporada 2012/13, cerca de 16 mil hectares a menos do que no ciclo anterior. A produtividade estimada, de 4.957 quilos por hectare é 3,7% maior do que os 4.780kg/ha da temporada anterior.

 

No Rio Grande do Sul a Conab espera uma safra de 8,03 milhões de toneladas, com 3,7% de acréscimo produtivo sobre uma área de 1,07 milhão de hectares. A área aumentou 1,3% em comparação com o ciclo 2011/12. O rendimento esperado é de 7.525 quilos por hectare. Em Santa Catarina, em função dos problemas climáticos, a produção deverá recuar 6,4%, totalizando 1,01 milhão de toneladas e o Maranhão, com a terceira maior colheita nesta safra do Brasil, deve alcançar 628,9 mil toneladas, superando o Mato Grosso, tradicional líder na produção de arroz em terras altas.

 

MUNDO

 

Em termos de mundo, o relatório de abril de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima a produção mundial de arroz beneficiado em 467,6 milhões de toneladas para 2012/13, frente aos 468,07 milhões de toneladas apontadas no mês anterior. Para 2011/12, foi estimada safra de 465,81 milhões de toneladas. O comércio internacional de arroz processado deve alcançar 37,79 milhões de toneladas para 2012/13 e o consumo atingirá 469,3 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais de arroz beneficiado na temporada 2012/13 foram previstos em 103,79 milhões de toneladas.

 

MERCADO

 

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica a manutenção do preço médio de R$ 30,00 para a saca de arroz em casca (58x10), no Rio Grande do Sul. O produto beneficiado, em saco de 60 quilos, é vendido a R$ 63,00 no Estado, sem ICMS, portanto registrando queda de R$ 1,00 em oito dias. Entre os quebrados, o canjicão de arroz se mantém cotado a R$ 36,00, para o saco de 60 quilos, a quirera em R$ 33,00 para o mesmo peso. Refletindo a maior oferta de milho e o início da safra de soja, que abastecerão a indústria de rações do Vale do Taquari e outro polos produtores de aves e suínos, o farelo de arroz manteve-se com uma das mais baixas cotações dos últimos 24 meses, em R$ 330,00 a tonelada.

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